terça-feira, 15 de setembro de 2026

Quebrando o hábito de ser você mesmo - Dr Joe Dispenza

 Será que é possível reconstruirmos nossas mentes e criarmos um novo eu? 
Nessa resenha trago o ponto de vista do Dr Joe Dispenza, especialista em neurociência. Em sua obra intitulada "Quebrando o hábito de ser você mesmo" ele nos conduz pela senda do autoconhecimento, através de uma narrativa didática e envolvente. 
Segundo Joe, não estamos condenados por nossos genes e equipados para sermos de uma determinada maneira pelo resto da vida. Combinando os campos da física quântica, da neurociência, da genética, ele nos mostra que é verdadeiramente possível obter o conhecimento necessário para alterar qualquer aspecto de si mesmo, utilizando as ferramentas que ele apresenta no livro, de modo a promover as mudanças necessárias em qualquer área de nossas vidas. Ele desmistifica antigas compreensões e preenche a lacuna entre ciência e espiritualidade.



Os antigos cientistas como Descartes e Isaac Newton solidificaram através de suas convicções o conceito de que o Universo seria como uma máquina, estabelecendo uma mentalidade de que a realidade opera sobre princípios mecânicos, tendo o ser humano portanto, pouca influência em seus resultados - para eles, toda a realidade é predeterminada (teoria materialista).
Cerca de duzentos anos depois de Newton, Albert Einstein criou sua famosa equação E=mc², demonstrando que energia e matéria estão tão fundamentalmente correlacionadas QUE SÃO A MESMA E ÚNICA COISA. Isso introduziu um novo conceito sobre o funcionamento do universo (teoria quântica).
Posteriormente os físicos quânticos descobriram que a pessoa que observa (ou mede) as partículas diminutas que compõe os átomos afeta o comportamento da energia e da matéria. Experimentos quânticos demonstraram que os elétrons existem simultaneamente em um leque infinito de possibilidades em um campo invisível de energia. Mas apenas quando o observador foca a atenção em alguma localização de algum elétron, o elétron aparece. Em outras palavras, uma partícula não pode manifestar-se na realidade - ou seja, no espaço/tempo ordinário como o conhecemos - até que a observamos.
Os físicos quânticos denominam esse fenômeno de "colapso da função de onda" ou de "efeito do observador".
No modelo quântico, o universo físico é um campo de informação imaterial, interconectado e unificado, potencialmente todas as coisas, mas fisicamente coisa nenhuma. O universo quântico está apenas esperando um observador consciente (você ou eu) aparecer e influenciar a energia na forma de matéria potencial pelo uso da mente e da consciência (que são energia) para fazer ondas de probabilidades energéticas se aglutinarem em matéria física.
Vale ressaltar aqui que esse processo precisa aliar um pensamento intencional a um energizador, um catalisador - e essa energia é uma emoção elevada.

Nossa rotina e nossos pensamentos e sentimentos conhecidos perpetuam o mesmo estado de ser, que cria os mesmos comportamentos e a mesma realidade. Assim, se desejamos mudar algum aspecto de nossa realidade, temos de pensar, sentir e agir de novas formas; temos de ser diferentes em termos de nossas respostas às experiências. 
Um criador quântico terá saído da "causa e efeito" para "causar um efeito". Renda-se, confie e desapegue de como um evento desejado irá se desenrolar.
Quando nossa vontade corresponde à vontade da consciência universal, quando nossa mente corresponde à mente da consciência universal, quando nosso amor pela vida corresponde ao amor pela vida da consciência universal, atuamos como essa consciência universal. Tornamo-nos o poder elevado que transcende o passado, cura o presente e abre as portas para o futuro.
Nossa missão, portanto, é migrar voluntariamente para o estado de consciência que nos permite conectar à inteligência universal, fazer contato direto com o campo de possibilidades e enviar um sinal claro de que verdadeiramente esperamos mudar e ver os resultados que queremos - na forma de retorno - produzidos em nossas vidas. 

Se continua pensando os mesmos pensamentos, fazendo as mesmas coisas e sentindo as mesmas emoções, você começa a conectar seu cérebro em um padrão definido que é o reflexo direto de sua realidade definida. Consequentemente, ficará mais fácil e natural para você reproduzir a mesma mente momento após momento.
Esse ciclo inocente de respostas faz com que seu cérebro e sua mente reforcem ainda mais a realidade particular que é o seu mundo exterior. Quanto mais você dispara os mesmos circuitos reagindo a sua vida externa, mais você conecta seu cérebro para que seja igual ao seu mundo pessoal. Você ficará neuroquimicamente ligado às condições de sua vida. Com o tempo, começará a pensar "dentro da caixa", pois seu cérebro irá disparar um conjunto definido de circuitos que então vão criar uma assinatura mental muito específica. Essa assinatura é chamada PERSONALIDADE.
Se conseguir influenciar seu cérebro para que mude antes de você experimentar um evento futuro desejado, você criará os circuitos neurais apropriados que lhe permitirão comportar-se em linha com a intenção antes de ela tornar-se realidade em sua vida.
Para os nossos propósitos, pense nos neurotransmissores como mensageiros químicos essencialmente do cérebro e da mente; nos neuropeptídios como sinalizadores químicos que servem de ponte entre o cérebro e o corpo para nos fazer sentir da maneira como pensamos; e nos hormônios como as substâncias químicas relacionadas aos sentimentos principalmente no corpo.

Ao se passar anos tendo certos pensamentos e então sentindo-se do mesmo modo, e daí pensando igual a esses sentimentos, cria-se um estado de ser memorizado no qual podemos declarar enfaticamente nossa afirmação de "eu sou" como algo absoluto. Isso significa que estamos no ponto em que nos definimos como esse estado de ser. Mudar é pensar maior que a forma como nos sentimos. Mudar é agir de forma maior que os sentimentos do "eu" memorizado. Isso é ser maior que o corpo. 
95% do que somos aos 35 anos é um conjunto de programas involuntários, comportamentos memorizados e reações emocionais habituais, por conseguinte, estamos inconscientes 95% de nossos dias. Apenas parecemos despertos. Nossa!
Para mudar sua personalidade, você precisa mudar seu estado de ser, que está intimamente conectado a sentimentos que você memorizou. 
E que fique claro: por si só, o pensamento positivo jamais funciona! Pois são os sentimentos memorizados que limitam-nos a recriar o passado.
Os conceitos apresentados acima são corroborados pela epigenética: que é a ciência do controle dos genes a partir do exterior da célula, ou, mais precisamente, o estudo das alterações na função dos genes sem uma alteração na sequência do DNA, e, é uma das área de pesquisa mais ativas atualmente.

Em vez de ficar obcecado com algum evento estressante ou traumático que você teme que ocorra em seu futuro, baseado em sua experiência do passado, fique obcecado por uma experiência nova e desejada que você ainda não acolheu emocionalmente. Permita-se viver nesse potencial novo futuro agora, a ponto de seu corpo começar a aceitar ou acreditar que você está experimentando as emoções elevadas desse novo resultado futuro no momento presente.
O que alguns chamam de milagres o autor descreve nesse livro como exemplos de indivíduos dedicados a mudar seus estados de consciência, de modo que seus corpos e mentes não são mais um mero registro de seus passados, mas sim parceiros atuantes dando passos rumo a um novo e melhor futuro.
A essa altura você entende que o principal obstáculo para quebrar o hábito de ser você mesmo é pensar e sentir igual ao seu ambiente, ao seu corpo e ao tempo. Obviamente então, aprender a pensar e sentir (ser) maior do que estes três fatores é o seu primeiro objetivo enquanto se prepara para o processo de meditação que o livro ensina.

Diferentemente dos animais, temos a capacidade de acionar a resposta de lutar ou fugir apenas com o pensamento. E esse pensamento não precisa ter nada a ver com qualquer aspecto de nossas circunstâncias atuais. Podemos acionar essa resposta em antecipação de algum evento futuro. Ainda mais desvantajoso, podemos produzir a mesma resposta de estresse revisitando uma memória infeliz costurada no tecido de nossa massa cinzenta.
Viver na sobrevivência é o motivo pelo qual nós humanos somos tão dominados pelos três fatores (ambiente, corpo e tempo). A resposta ao estresse e os hormônios que ela desencadeia obrigam-nos a focar (e ficamos obcecados) com os três. Como resultado, começamos a definir nosso "eu" dentro dos limites do reino físico; tornando-os, assim, menos espiritualizados, menos conscientes e menos atentos.
Quando você se move além do tempo e do espaço e passa a ser pura consciência imaterial, como não está mais conectado com o corpo, não está mais focado em pessoas, locais ou objetos em seu ambiente externo; e, além do tempo linear, está acessando a porta do campo quântico. Você não consegue entrar como alguém, deve fazer isso como um ninguém. Você tem que deixar o ego egoísta na porta e entrar no reino da consciência como consciência pura.
Ou seja - você não pode criar uma nova realidade pessoal com a mesma personalidade. Você tem de se tornar uma outra pessoa.

A dádiva da neuroplasticidade (a capacidade do cérebro de se reconectar e criar novos circuitos em qualquer idade como resultado do input do ambiente e de nossas intenções  conscientes) é que podemos gerar um novo nível mental. 
O cérebro límbico ajuda na formação de memórias de longo prazo: você consegue lembrar melhor de qualquer experiência porque consegue recordar como se sentiu emocionalmente enquanto o evento estava ocorrendo. O neocórtex e o cérebro límbico juntos nos permitem formar memórias declarativas, significando que podemos declarar o que aprendemos ou experimentamos. Podemos ver então como somos marcados emocionalmente por experiências extremamente carregadas.
Para quebrar totalmente o hábito de ser você mesmo, diga adeus ao conceito de causa e efeito e adote o modelo quântico de realidade. Escolha uma realidade potencial que queira viva-a em pensamentos e sentimentos e agradeça antes do evento concreto. Você consegue aceitar a ideia de que, quando altera seu estado interno, não precisa que o mundo externo dê uma razão para sentir alegria, gratidão, apreciação ou qualquer outra emoção elevada?
Como um lembrete, quando você está em um novo estado de ser - uma nova personalidade - você também criou uma nova realidade pessoal. Deixe-me repetir isso: um novo estado de ser, cria uma nova personalidade... uma nova personalidade produz uma nova realidade pessoal.

Conceitos importantes para auxiliar a quebrar o hábito de sermos "nós mesmos":

A lacuna da identidade:
Em sua autorreflexão, ocorreu a Joe Dispenza que os seres humanos vivem em uma dualidade, como duas identidades separadas - "como parecemos" e "quem realmente somos".
Como parecemos é a imagem de fachada que projetamos para o mundo. Esse eu é tudo  que fazemos a fim de parecer de uma certa forma e apresentar às demais pessoas uma realidade exterior consistente. Esse primeiro aspecto do eu é um verniz de como queremos que o mundo nos veja.
Como realmente somos, é como nos sentimos, especialmente quando não somos distraídos pelo ambiente externo. São nossas emoções familiares quando não estamos preocupados com a vida. É o que escondemos sobre nós.
Compreender isso é necessário, pois manter o estado modificado do corpo e da mente, independentemente do ambiente externo e das emoções que escondemos lá no fundo do subconsciente (a meditação que Joe ensina no livro ajuda a limpar isso) fará surgir algo maior em seu mundo - essa é a lei quântica.

As ondas cerebrais dos humanos:
Sono profundo (ondas Delta),  estado crepuscular entre o sono profundo e o despertar (ondas Teta), o estado criativo e imaginativo (Alfa), as frequências mais altas durante o pensamento consciente (ondas Beta), até as mais altas frequências registradas (ondas Gama) vistas em estados elevados de consciência.
Em alfa, o cérebro está em um estado meditativo leve, já em Teta somos mais programáveis porque não há nenhum véu entre as mentes consciente e subconsciente - quando migramos para estados de ondas cerebrais mais lentas, vamos mais fundo no mundo interior do inconsciente. 
Em beta alto, fica ativado o mecanismo de sobrevivência de curto prazo, fonte de estresse e de desequilíbrio a longo prazo.
Quando se está preso em beta alto, a aprendizagem é difícil: pouquíssimas informações novas que não sejam iguais à emoção que você está experimentando conseguem entrar em seu sistema nervoso. Seu cérebro não está em modo criativo, está fixado na sobrevivência, preocupado com os possíveis piores cenários. Mais uma vez não será decodificada muita informação no sistema que não seja igual ao daquele estado de emergência - quando tudo parece uma crise, seu cérebro transforma sobrevivência em prioridade, sem aprender ou criar. Não é hora de crescimento - é hora de sobrevivência e emergência.

Iniciando o processo meditativo: abrindo as portas para o estado de criação.
Tudo que se precisa para ser hipnotizado ou hipnotizar é baixar de beta médio até um estado alfa ou teta, mais relaxados. Assim a meditação ou auto-hipnose são semelhantes.
Preparação para indução: reduzir inputs sensoriais e ambientais.
A função da indução é desligar a mente analítica - para tanto, estimula que você sinta ou coloque atenção em aspectos diferentes do seu corpo, pensando menos, oscilando menos entre passado e futuro - ou seja, mindfulness.
Essa prática traz a percepção que pode ajudar a transpor o que de outra forma seria o destino predeterminado de seu cérebro e corpo - os programas conectados, automáticos e escravizantes da mente e das emoções memorizadas que condicionaram  corpo quimicamente.
Ao final é necessário sentir a alegria ou viver em estado de alegria pois você já aceitou como realidade o resultado futuro que quer. Quando vive como se suas preces já tivessem sido atendidas a mente maior pode fazer o que faz de melhor, organizando sua vida de novas maneiras incomuns. A felicidade vem de compreender que, quando desmemoriza a emoção negativa de sua personalidade, você elimina o comportamento destrutivo inconsciente.
Uma vez que você seja um novo ser em sua meditação, esse novo ser é uma nova personalidade e uma nova personalidade cria uma nova realidade pessoal. É aqui que você, a partir de uma energia elevada, cria eventos específicos em sua vida como observador quântico do destino.

Por fim, precisamos compreender que nosso propósito na vida não é ser bom, agradar a Deus, ser bonito, popular ou bem-sucedido. Nosso propósito é remover  as máscaras e fachadas que bloqueiam o fluxo da inteligência divina e expressar essa mente superior através de nós!

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Imperfeitos - Christina Lauren

"Imperfeitos" é uma obra escrita por duas autoras em parceria, sob o pseudônimo Christina Lauren. É uma daquelas comédias românticas de leitura bastante fluída, que mescla assuntos sérios com pitadas de humor ácido.
Comecei e finalizei rápido, como já há algum tempo eu não fazia. Lia quase todos os dias antes de dormir (cheguei a ler durante as férias) e por incrível que pareça isso me rendia boas noites de sono, afinal me proporcionava boas risadas.
Esse livro tem de ser lido de maneira despretensiosa, no entanto, pode ser que traga boas reflexões pra ti, como trouxe para mim.


Ami e Olive são irmãs gêmeas - Ami a "sortuda" e Olive a atrapalhada. Ami decide se casar e, durante a festa do casamento, quase todos os convidados começam a passar mal, acometidos por uma intoxicação alimentar provocada por camarões contaminados.
Impossibilitada de partir para sua própria lua de mel, Ami e seu marido Dane (também vítimas de intoxicação) oferecem a viagem a seus respectivos irmãos - Olive e Ethan - a viagem ao Havaí era na realidade um prêmio recebido em um sorteio, portanto, uma oportunidade que não poderia ser desperdiçada.
Então, ambos partem para a a Ilha de Maui, para passar dez dias de puro entretenimento - só que não...
Olive e Ethan se odiavam. Na realidade a moça tinha a impressão de que o cunhado da sua irmã a desprezava, por apresentar certos comportamentos com relação a ela, adotando um tom arredio em suas falas e sempre implicando com seus gestos.
Durante a viagem, vale ressaltar, que ambos precisam manter a farsa de que eram um casal de verdade, afinal o sorteio contemplava isso. Não bastasse isso, Olive encontra no Resort em que estavam hospedados seu novo patrão, que a reconhece de imediato e a convida junto com Ethan para um jantar com sua esposa - e aí o fingimento se intensifica mais!
Após o jantar, Olive tem que lidar com outro imprevisto - a ex-namorada de Ethan também surge no Resort, deixando o rapaz completamente sem rumo... E o fingimento precisa de mais consistência, pois a ex de Ethan também estava acompanhada de seu novo parceiro.

No início, a tarefa de dividir a mesma hospedagem foi um pouco desafiadora para ambos, mas com o passar dos dias e com o estreitar das intimidades entre Olive e Ethan, as tensões foram se dissipando, os laços foram sendo criados e após passeios e jantares ambos se perceberam apaixonados um pelo outro, protagonizando momentos românticos e calorosos.
Fofo né? Mas infelizmente as coisas não são tão simples assim.
A medida que a intimidade cresce, os filtros se tornam mais tênues, ficamos mais à vontade e acabamos falando coisas comprometedoras - sem querer. E foi o que aconteceu com Ethan - que sem malícia alguma acabou comentando que o irmão Dane chegou a se relacionar com outras garotas durante seu namoro e noivado com Ami. De acordo com Ethan, tal fato ocorria com o consentimento da cunhada.
Olive se irou diante de tal possibilidade, conhecendo tão bem a irmã gêmea considerava tal concessão da parte dela algo impossível. Passou então a ruminar esse assunto por dias a fio, até que após o retorno da viagem teve a confirmação de suas suspeitas: Dane, seu cunhado, não passava de um canalha.
Em um encontro pós viagem com Ethan e Dane em um bar, Olive acaba ficando sozinha com o cunhado por alguns instantes - enquanto Ethan vai até o banheiro. O encontro havia sido marcado para que o novo casal contasse que estavam juntos, se conhecendo melhor. Dane então, não perde a oportunidade de ser um cretino e no momento que fica a sós com Olive, se insinua para ela.
Daí em diante as relações entre todos azedam de vez, pois Olive conta a Ethan e também a sua irmã Ami, mas ninguém parece dar crédito a ela, de maneira que ela rompe contato com todos, exceto com sua mãe, seus primos e tios - e esse apoio familiar é a cereja do bolo desse livro.
A família toda se mobiliza e após Ami e Olive se reaproximarem - Ami se divorcia de Dane - depois de armar uma cilada em que todas as amantes que ele manteve durante o seu relacionamento são convidadas a comparecer a sua casa, onde o machão enfim é desmascarado!
Ethan arrependido, tenta reatar com Olive e mais uma vez a parentela da moça auxilia. Uma surpresa no restaurante do primo faz com que Olive fique sem saída e ela acaba dando uma nova chance ao rapaz.

Como eu disse, essa é uma obra despretensiosa, mas que nos ensina a importância da sororidade entre as mulheres, sobretudo da mesma família, bem como da relevância de se possuir uma rede de apoio - principalmente quando se é mulher! Homens cafajestes sempre estão a procura de mulheres vulneráveis, que geralmente vêm de lares desestruturados exatamente por saber que estas não possuirão suporte familiar caso sofram abusos nas suas relações - muito pelo contrário - algumas famílias até incentivam e normalizam comportamentos disfuncionais de certos homens.

Tá a fim de uma leitura leve, descontraída e com um final feliz? Leia "Imperfeitos", pois conforme o próprio título sugere a obra pode ser imperfeita no quesito "profundidade" do tema ao qual se propõe, mas no final nos provoca boas reflexões.


sábado, 13 de dezembro de 2025

Medicina macabra - Thomas Morris

"Medicina macabra" é uma coletânea de obras publicadas pela Editora Darkside Books, composta por quatro livros até o momento.
O primeiro deles - o qual vos apresento aqui - foi escrito por Thomas Morris. Não encontrei muitas informações a respeito do autor, a não ser a de que ele, como pesquisador, leu muitos artigos bizarros em revistas médicas antigas e resolveu compilá-los nessas quatrocentas e nove páginas de puro entretenimento útil.
Como farmacêutica hospitalar posso afirmar: os artigos e relatórios médicos constantes nesse livro assustam até profissionais experientes como eu (são vinte anos nessa área, então já vi de tudo).
O livro é dividido em sete partes, que ele chama de "incisões", contendo inúmeras histórias. 
Pretendo trazer a resenha de um artigo de cada "incisão", a fim de aguçar a curiosidade de vocês.



Você já deve ter ouvido falar de objetos estranhos encontrados nas regiões anais, retais ou intestinais de pessoas - não se trata de um assunto incomum.
Mas um kit de carpintaria inteiro? Nem a mente mais criativa teria a capacidade de imaginar que isso um dia foi possível! 
De acordo com a "Medical Times and Gazette", em uma prisão no norte da França onde se realizavam trabalhos forçados, um presidiário perigoso que já havia escapado anteriormente, reclamou de fortes dores no abdome, que surgiram acompanhadas por constipação, enjoo e febre.
Não houve dúvidas portanto, de que se tratava de um caso de "encarceramento intestinal". O médico da prisão suspeitara que um trecho do intestino havia enroscado. 
Apesar do tratamento, o paciente piorava e por fim acabou admitindo que havia escondido uma pequena bolsa de couro em seu reto. Mas após um exame, o médico não encontrou nada.
Sem saída o homem então assumiu: não era uma bolsa de couro, mas sim um estojo de madeira!
Após dias de padecimento e sem conseguir expelir o tal estojo, o presidiário faleceu e ao ser submetido a uma autópsia, o objeto cônico-cilíndrico de madeira finalmente foi encontrado pelo legista. O objeto havia lhe causado uma peritonite aguda.
Ao abrir o estojo, um kit completo de fuga foi encontrado lá dentro: um cano de arma, um parafuso de ferro, uma porca, uma chave de fenda, uma serra, uma seringa com agulha, uma lixa, uma moeda e um pedaço de sebo para lubrificar tudo.
Algumas coisas não mudam, não é mesmo? Hoje, não são pequenas caixas que se encontram, mas aparelhos de celular...

Na parte A conhecemos a história de um presidiário com um objeto enfiado no intestino grosso. Um objeto grande demais para ser introduzido pelo reto.
Mas depois de ler o artigo a seguir eu me pergunto: como é possível uma caneta de oito centímetros ir parar dentro do cérebro de alguém?
E sim, isso foi possível também!
Nos idos de 1888, um comerciante ambulante de 32 anos foi tomado por uma súbita dor de cabeça, além de reclamar de sonolência.
Moses Raphael apresentava boa saúde nas semanas anteriores ao fato, tendo mantido seus livros de registro comercial com precisão. Porém, durante o período em que ficou internado foi acometido por um quadro de apoplexia - termo antigo usado para diagnosticar acidente vascular cerebral.
No entanto, durante o exame post mortem do cadáver de Moses, um abcesso do tamanho de um ovo foi encontrado na base de seu cérebro. Dentro dele havia uma caneta bico de pena, com comprimento de 8 cm e o objeto estava cravado no osso do crânio.
Ao receber a notícia a esposa ficou chocada. Não havia da parte de Moses nenhum relato no sentido de ter sofrido algum acidente que houvesse ocasionado aquilo.
Um caso de extrema resiliência do cérebro a um ferimento tão grave que não seria descoberto se a causa mortis tivesse sido declarada como apoplexia. 
Ainda bem que os médicos realizaram a necropsia!

A administração de medicamentos por via inalatória tem sua eficácia comprovada para algumas classes de substâncias que são bem absorvidas por esse meio. No entanto, aliar os medicamentos a fumaça de cigarros, charutos ou cachimbos em tese deveria parecer uma prática absurda - mas pasmem: em 1850 isso era comum!
Um artigo do London Journal of Medicine discorre sobre a prescrição de cigarros medicinais contendo substâncias como mercúrio, ópio e arsênico, além de nitrato de potássio (conhecido como salitre, um componente da pólvora) e tintura de benjoim.
A lista de comorbidades tratatas com essas verdadeiras "bombas", se me permite a licença poética, incluía: ulcerações sifilíticas na garganta, boca e nariz; afonia; sinusite e tuberculose.
Imaginem qual foi a minha reação ao ler tal absurdo? Só faltou a prescrição destes cigarrinhos do capeta para tratar câncer de pulmão. Mas felizmente, nessa mesma época, alguns estudiosos já começavam a relacionar o fumo a proliferação de neoplasias, isso mostra que a ciência está sempre em evolução e questionar é preciso!

Parte D - Cirurgias macabras - o caso do tumor gigante.
No longínquo ano de 1831 um jovem chinês chamado Hoo Loo procurou o primeiro hospital ocidental a ser construído em Macau, que atendia a população daquele país. Sua aparência deve ter sido uma visão chocante - seu escroto havia inchado até tomar proporções grotescas, ao que tudo indica por resultado de uma elefantíase. O diretor do hospital então, pagou por uma passagem para que Hoo Loo viajasse até Londres e fosse operado por lá.
Sua chegada no Guy's Hospital foi noticiada pelos jornais. O tumor de Hoo era enorme - pesava 25 kg - tendo surgido dez anos antes e começado como um pequeno inchaço no prepúcio.
Finalmente o cirurgião Charles Aston Key realizou o complexo procedimento de remoção do tumor - SEM ANESTESIA - pois nessa época não existiam anestésicos como conhecemos hoje. O clorofórmio foi sintetizado pela primeira vez nesse mesmo ano (1831), mas seu uso em anestesia se deu somente anos depois. 
O pobre chinês suportou uma quantidade inimaginável de dor!
Sabe-se que Hoo Loo desmaiou várias vezes durante a cirurgia e próximo ao seu fim estava quase inconsciente. Após uma síncope, houve uma consequente diminuição da capacidade cardíaca e respiratória que acabou resultando em sua morte.
De toda essa história, o que choca - além do fato da falta de anestesia - foi o fato de que a cirurgia foi assistida por mais de 600 espectadores presentes na sala!
Sem anestésico e sem privacidade. Era essa a realidade das operações cirúrgicas naqueles tempos. Algo que hoje, nos consterna profundamente.

Parte E - Curas extraordinárias - foi só um arranhão do moinho.
Em 1737 um trabalhador de moinho chamado Samuel Wood sofreu um acidente inusitado: ao se dirigir em busca de um saco de milho do outro lado do moinho para carregá-lo no colhedor, levou consigo, sem perceber, uma corda cuja ponta estava presa com um nó ao redor do pulso. Ao passar por uma das grandes rodas, os dentes dela prenderam a corda, e ele, incapaz de soltar a mão rapidamente, terminou puxado pela roda, a qual o levantou do chão até prendê-lo contra as vigas que suportam seu eixo, terminando por arrancar seu braço até a escápula.
Posteriormente Samuel relatou que no momento do acidente não sentiu nenhuma dor, apenas um formigamento próximo a ferida, e, por estar bastante surpreso, nem chegou a notar que seu braço fora arrancado, até vê-lo preso na roda.
Por ocasião do sangramento, ele desmaiou. Em seguida foi socorrido pelo irmão, que chamou um médico que prestou os primeiros socorros, unindo as partes "carnudas" do ferimento com agulha e ligadura e enviando-o para o Hospital St. Thomas.
De alguma forma, a amputação acidental de seu braço foi um corte bem-feito, pois ele não sofreu uma hemorragia muito extensa e, já no hospital, os médicos concluíram que os tecidos ao redor da artéria subclávia (que foi seccionada com a lesão) teriam comprimido o vaso, agindo como uma espécie de torniquete natural.
Após essa ocorrência extraordinária, Samuel Wood se tornou famoso e seu braço amputado foi conservado em álcool após o acidente, a fim de atestar a veracidade do caso. 
Realmente um caso incrível!

Parte F - Histórias macabras - o homem que partiu o pênis em dois.
Um homem de nome Gabriel Galien começou a se masturbar aos 15 anos, chegando ao excesso de praticá-la oito vezes por dia.
Não satisfeito em utilizar apenas as mãos, começou a estimular-se de outras formas como por exemplo, através da introdução de objetos na uretra.
A princípio introduziu gravetos de árvore e quando estes já não constituíam estímulo suficiente, lançou mão do uso de uma faca cega, com a qual excisou sua glande no sentido do canal da uretra - surpreendentemente, tal ato lhe causou extrema sensação de prazer e o rapaz, entregando-se avidamente a sua mais nova paixão acabou por dividir seu pênis em duas partes!
Após procurar o Hospital e ter o membro amputado pelo médico cirurgião Dr Sernin, Galien tornou a se aventurar com gravetos, os introduzindo no que lhe restava da uretra, até que o graveto quebrou e uma partícula se alojou em sua bexiga. Após a retirada do fragmento pelo médico, Gabriel ainda viveu por três meses, porém uma infecção decorrente da contaminação pélvica foi a causa da sua morte.
Conclusão: poderíamos dizer que o rapaz é um pervertido? Sim! Mas é mais provável que o mesmo sofresse de alguma desordem psiquiátrica, pois sua obsessão desenfreada não tratada é que foi o verdadeiro motivo de seu óbito.

Parte G - Perigos escondidos - um incômodo ardente.
Em Glasgow na Escócia, o Dr George Beatson se deparou com o relato explosivo de um de seus pacientes: um arroto que pegou fogo, após o assoprar de um fósforo. 
O médico então resolveu publicar um artigo em um periódico a respeito da situação e a partir de então recebeu uma enxurrada de cartas de outros profissionais relatando casos semelhantes.
Mas qual seria o fenômeno originador de tal façanha? Depois de muitas conjecturas, os médicos chegaram a conclusão de que a expulsão de gases inflamáveis do estômago pela boca era um efeito colateral de algum tipo de indigestão.
Outro médico, o Dr McNaught decidiu investigar o conteúdo do estômago de seu paciente que havia arrotado enquanto também assoprava um fósforo, causando outra explosão. Através de uma sonda extraiu um líquido malcheiroso, cujo cheiro assemelhava-se a fermento azedo. A mistura era cheia de gás - um gás inflamável.
O médico concluiu que o homem era portador de uma obstrução intestinal, que impedia o conteúdo do estômago de chegar ao intestino delgado. Esse material acumulando-se, fermentava e liberava grandes quantidades de hidrogênio e metano que era expulsos pela boca.
Esse fenômeno foi corroborado por diversos outros profissionais da área e finalmente a origem dos arrotos explosivos foi esclarecida. Nada de sobrenatural, apenas gases que eram expelidos através do orifício errado!

Medicina Macabra é um livro com histórias muito ecléticas: desde situações vexaminosas, até os casos mais improváveis de cura, sobrevivência e resistência em uma época não tão distante de nós. Isso nos traz à reflexão o fato de que vivemos num conforto do qual não nos damos conta! Tratamentos médicos e farmacológicos de alta tecnologia, medicamentos e procedimentos que nos proporcionam o alívio de nossas mazelas físicas, o que há algum tempo atrás seria inimaginável... 
A evolução da ciência nos últimos séculos foi espantosa, se compararmos com os milênios que antecederam nossa era atual. E a pergunta que fica é: será que existe possibilidade de mais evolução? Com a chegada da Inteligência Artificial vejo um futuro cheio de novas perspectivas - que venham as cenas do próximo capítulo!
Mas vale ressaltar antes de concluir: a evolução só foi possível porque sempre houve questionamento! Portanto, o cientista questiona e está sempre aberto a novas conjecturas e possibilidades.
Boa leitura!!!





sábado, 3 de maio de 2025

O milagre da manhã - Hal Elrod

 Mais uma obra que nos estimula a mergulhar nas profundidades do nosso ser: "O milagre da manhã" foi escrito por Hal Elrod, após uma tragédia pessoal.
Em dezembro de 1999, Hal Elrod, ao retornar de um passeio noturno em sei carro, com a namorada, foi surpreendido por outro motorista bêbado que perdeu a direção na estrada e atingiu seu veículo em cheio.
Hal sobreviveu com várias sequelas e demorou para se recuperar. Mas algo de bom resultou dessa experiência - "O milagre da manhã" - e trago essa resenha agora!


Um dos conceitos mais importantes que absorvi dessa leitura foi o de responsabilidade versus culpa. No caso de Hal, em nenhum momento, ele deixa de salientar que o motorista bêbado era o culpado pela gravidade de sua situação - afinal Elrod estava preso em uma cama de hospital, com o corpo em frangalhos após um acidente automobilístico ocasionado por um etilista irresponsável, capaz de transformar um carro em uma arma - e que poderia ter destruído sua vida. Mas a reponsabilidade de ressignificar aquela situação era de Hal: afinal, ele não podia ficar se vitimizando para o resto da vida. Buscar justiça - SIM, se entregar a lamentações por sua aparente incapacidade temporária: JAMAIS! 
Outras premissas fundamentais para sua recuperação vão brotando como pérolas ao longo da leitura, como por exemplo: "o sucesso é algo que você atrai pela pessoa que se torna."
Eu particularmente acredito que o sucesso se atrai, quando finalmente descobrimos QUEM REALMENTE SOMOS! E descobrir quem somos está condicionado ao desejo de superar a mediocridade e vivermos nosso potencial pleno.
Hal aponta alguns fatores como preponderantes para superação da mediocridade: superar a Síndrome do Espelho Retrovisor (o hábito de constantemente olhar para o passado), encontrar um propósito de vida, responsabilizar-se pela realidade que cocria, livrar-se de seu círculo de influências medíocres, buscar o desenvolvimento pessoal e o autoconhecimento com afinco, reconhecer suas crenças limitantes, sentimentos não qualificados e instintos primitivos e substituí-los por racionalidade e autocontrole.
E quando falamos em autocontrole estamos nos referindo a saber identificar quais são nossos gatilhos, quais memórias negativas estão por trás deles e como ressignificá-las para que elas não sejam as condutoras das nossas vidas.
Mas como faremos tudo isso? Simples: ACORDANDO CEDO!
Hal nos ensina que devemos estabelecer nossas intenções antes mesmo de nos deitarmos para dormir a noite. Ele também nos apresenta um cronograma de atividades para realizarmos bem cedo, ao acordarmos, que denomina de "os salvadores de vida".
Esses salvadores são novos hábitos que introduzimos em nossas rotinas, com a finalidade de nos reprogramarmos mentalmente, são eles:
- Silêncio: que pode incluir as práticas de meditação, ou oração;
- Afirmações positivas;
- Visualizações: imagens do que se deseja cocriar;
- Exercícios físicos: caminhada, corrida, barra, flexões, abdominais, yoga...
- Leitura: algo que estimule seu autodesenvolvimento;
- Escrita: caderno da gratidão, diário.
Mas porque praticar esses hábitos salvadores da vida bem cedo? Antes mesmo do sol nascer? 
A explicação é simples: quando acordamos muito cedo e estamos ainda sonolentos, nosso subconsciente permanece "mais aberto" a essas autossugestões que vêm integradas nessas práticas, as afirmações positivas por exemplo são mais facilmente assimiladas nessa fase em que estamos ainda despertando.
Mas cada um pode criar seu próprio roteiro, sem seguir exatamente o que Hal sugere. Eu mesmo tenho meu próprio método, que depois de muito tempo testando, fez mais sentido para mim e funciona muito bem. Evoluí muito desde que comecei a praticar o milagre da manhã e recomendo a quem estiver interessado em buscar sua evolução como ser humano.

Bora fazer parte dos 5% que fazem a diferença na humanidade? Aqueles 5% de seres humanos que não se contentam com uma vida medíocre, pautada na necessidade de sobreviver, que quer desfrutar do que há de melhor e viver em sua plenitude?
Então boa leitura! Que essas páginas te inspirem e te conduzam pela senda do florescimento espiritual!!!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

As cinco feridas emocionais - Lise Bourbeau - Ferida da TRAIÇÃO

Finalmente, depois de muito tempo retornei trazendo a resenha sobre a "ferida da traição". Tal demora se deve ao fato de que essa ferida em particular me custou um tempo a mais de reflexão e internalização de seu conceito.



A definição de traição parece algo simples. É o contrário de ser fiel: ser leal é cumprir seus compromissos, é acima de tudo ser devotado. Quando a confiança é destruída, podemos ser vítima da traição.
De acordo com Lise Bourbeau, a ferida da traição é vivida em nossa primeira infância com o genitor do sexo oposto (abro um parêntese aqui, porque na minha interpretação não ocorre necessariamente dessa forma). Segundo a escritora, toda criança sobretudo entre os dois a seis anos, "apaixona-se" pelo genitor do sexo oposto ou pela pessoa que desempenha esse papel, pois é nessa idade que sua energia sexual se desenvolve.
O parêntese que fiz acima se relaciona com o fato de que enxergo as relações afetivas entre pais/mães, filhas/filhos através do prisma da polaridade, do gênero - polo masculino e polo feminino. Na minha experiência por ser menina, busquei em meus genitores o meu polo oposto - o polo masculino - e ambos o tinham. Interessante que, minha genitora era uma mulher bastante masculina e meu genitor já era um pouco mais equilibrado quanto a essa questão, de maneira que os dois, ao meu ver despertaram essa ferida em mim, com intensidades diferentes, mas ainda sim o fizeram.
Essa dinâmica "edipiana" quando mal resolvida durante a juventude, acaba afetando as relações afetivas e sexuais do adulto, pois este tenderá a comparar ou criar expectativas irreais quanto ao seu parceiro amoroso, por causa do que não recebeu do seu pai ou sua mãe. Então, essa pessoa passará a sentir mais dificuldade de se entregar completamente em um relacionamento.
Quando a criança começa a viver experiências de traição, cria para si uma máscara para se proteger, como no caso das outras feridas - essa máscara é a do controlador.
Quanto ao comportamento e as atitudes do controlador, a força é uma característica comum a todas as pessoas que possuem a ferida da traição (e isso inclui força física). É importante para elas exibir força e coragem. Muito exigentes consigo mesmas, querem mostrar aos outros que são capazes. Percebem todo ato de covardia como uma traição. Têm muita dificuldade em aceitar a fraqueza dos outros. Ressalto que a ferida da traição é despertada no controlador sempre que ele está diante de uma pessoa relapsa em seus deveres.
Têm a tendência a confiar com mais facilidade nas pessoas do mesmo sexo que ele e de vigiar e controlar mais as do sexo oposto. 
Meninas podem se sentir traídas pelos genitores na infância, quando ao serem castigadas pelas mães não são defendidas pelos pais. Filhas de mães narcisistas e pais omissos carregam esse estigma consigo.
Todo tipo de atitude imprevisível da parte do genitor costuma criar um sentimento de traição na criança do tipo "controlador".
Pais controladores agem mais em função da própria reputação do que visando a felicidade dos filhos. Tentarão convencê-los de que é para o seu bem, mas eles não são tolos. Pais controladores querem fazer escolhas e tomar decisões pelos filhos, enquanto pais que realmente se importam, procuram saber o que realmente faria sua prole feliz, através de diálogo e empatia genuína.
Pessoas com a ferida da traição sofreram com o fato do genitor do sexo oposto não cumprir seu compromisso de acordo com as expectativas que a criança tinha do que é ser um pai/mãe ideal. Por exemplo: um pai/mãe responsável, comprometido, protetor, afetuoso, etc.
O portador da máscara de controlador deve compreender que controlar é conduzir, administrar ou governar sob a influência do medo. Dirigir é a mesma coisa, mas excluindo-se o medo: é dar uma direção sem necessariamente querer que a outra pessoa chegue lá à nossa maneira.
Dito isso, essa ferida pode ser positivamente trabalhada através da autoconsciência e transmutada em um atributo positivo: a liderança. Bons líderes sabem dirigir, conduzir empaticamente os seus liderados rumo ao sucesso, sob os auspícios do respeito e consideração mútuas, bem como da lealdade.
No campo das relações afetivas e sexuais, o controlador tenderá a ter problemas pois idealizou de tal forma o seu genitor, que nenhum parceiro é capaz de corresponder às expectativas dessa pessoa. Sua ferida da traição pode conduzir a dois extremos opostos: a necessidade de ter muitos amantes ou a negação completa da sexualidade - pois ele nunca se satisfará totalmente com um parceiro.
Das doenças que podem se manifestar no controlador, as mais comuns são: agorafobia, problemas nas articulações, perda de controle corporal, paralisias, problemas no sistema digestivo, doenças de natureza inflamatória, herpes - todas doenças relacionadas a baixa imunidade, pois o controlador vive estressado em virtude de sua hipervigilância, o que faz seu organismo liberar cortisol em excesso o que compromete seu sistema imune.

Curar a ferida da traição em nós consiste em primeiramente nos perdoarmos pelas expectativas que criamos com relação ao genitor e não foram alcançadas, pelo raiva que sentimos deles por isso e pela culpa que surge posteriormente. Quando crianças éramos incapazes de nos autorregular, mas hoje como adultos, é plenamente possível abraçarmos o ser ferido que vive dentro de nós e deixarmos o passado para trás.

Uma observação que considero pertinente é a de que vejo no comportamento controlador bastante do "narcisismo", o que me leva a crer que o indivíduo narcisista possui um Complexo de Édipo extremamente mal resolvido e isso acaba se transformando em um transtorno.
Penso que homens abusivos, possessivos e autoritários, são fruto de uma má educação por parte de suas genitoras que não souberam impor limites a esses filhos mimando-os, ou, os maltrataram demais.

Por isso creio que demorei para trazer essa resenha, pois compreender a profundidade dessa ferida e como ela é bastante comum em nossa sociedade, principalmente entre os homens, me provocou profundas reflexões sobre o papel das mães na educação dos filhos.

 Por fim, desejo a todos uma ótima leitura!!!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

O poder de cura dos chakras - Tori Hartman

Vamos mergulhar nessa obra de autoconhecimento que nos levará a entender os chakras e entrar em contato com suas energias?
Em "O poder de cura dos chakras", a americana Tori Hartman nos conduz a um relacionamento com nossos chakras que é único e pessoal, através de exercícios lúdicos que nos permitirão trabalhar com a energia desses vórtices, nos inspirando, motivando e oferecendo uma maneira totalmente nova de ver o mundo.
Mas, o mais importante: desenvolveremos a capacidade de mudar nossas vidas e das pessoas ao nosso redor. 
Então, bora pra resenha!!!



Chakra é uma palavra em sânscrito traduzida como "círculo" ou "roda". Os sete centros de chakras presentes em nosso corpo são vórtices de energia em constante movimento. No sistema ocidental, os chakras correspondem às cores do arco-íris. O primeiro localiza-se na base da coluna vertebral; os demais se elevam pelo interior do corpo físico até o último, situado logo acima do topo da cabeça e chamado chakra da coroa ou cornonário.
Cada um deles vibra com uma frequência específica e quando associados a práticas de meditação, operam como instrumentos que nos põem em relação com os reinos angelicais. Cada roda de energia tem associações mente-corpo-espírito específicas.
Quando descobrimos esses meridianos de energia e sabemos como operam, entramos mais facilmente em sintonia com nossa energia vibracional emocional, física e espiritual. O resultado é uma paz interior natural, com uma harmonia genuína que poucas pessoas realmente desfrutam na vida.
É necessário entender que os chakras como conhecemos, em sua maioria (se não todos), evoluíram das práticas (ou crenças, ou estudos) de intuitivos, sensitivos e monges. Para estes estudiosos orientais, o trabalho com esses centros de energia consistia em transcender o corpo humano e ascender a cada chakra até por fim alcançar o nirvana - liberando o corpo celestial no último deles (o coronário) - traduzindo: para a tradição oriental evoluir consiste em "passar" pelos chakras e libertar-se do corpo físico.
Na tradição Ocidental, trabalhamos os chakras para manifestarmos paz em nossa realidade física (o que no meu ponto de vista faz mais sentido, como seres encarnados que somos e que ansiamos por uma vida material de maior plenitude).

Primeiro chakra: Muladhara - chakra raiz - cor: vermelho - órgãos: sexuais.


O chakra raiz é o chakra das crenças, relacionado a família - é o vórtice da força criadora.
Nossa família contribui para a formação do nosso alicerce que são nossas crenças - essas crenças, se forem limitantes, vão bloquear nosso poder criativo.
Trabalhar esse chakra, desbloquear, limpar, nos liberta de tudo que nos impede de cocriarmos nossa realidade sem as limitações inseridas em nosso subconsciente pelo convívio familiar (por exemplo a crença de que "o dinheiro é a raiz de todos os males") . Portanto, passamos a manifestar uma vida mais plena, próspera e abundante, pois a nossa essência anseia por tudo que é bom, belo e que nos traga alegria.
O desequilíbrio de Muladhara pode manifestar problemas e doenças na região pélvica e nos órgãos sexuais.

Segundo chakra: Svadhishthana - chakra umbilical - cor: laranja - órgãos: glândulas adrenais, sistema urinário, sistema imunológico.


O chakra umbilical é o chakra das emoções, relacionado ao significado que atribuímos a nossas experiências - é o vórtice ligado a nossas memórias afetivas e também aos traumas.
Quando ele está bloqueado, desequilibrado, manifestaremos estados emocionais perigosos: como emoções extremas e imaturas, indiferença ou angústia emocional.
Fisicamente teremos problemas de saúde relacionados aos rins, próstata, bexiga, bem como problemas de fertilidade.
As glândulas adrenais também podem ser afetadas, liberando mais cortisol que o normal o que produz grande estresse.
O equilíbrio desse chakra nos faz transcender o sofrimento emocional. Esse sofrimento é fruto de dois grandes medos: o de perder o que temos e o de não conseguir o que queremos (isso pode estar relacionado a vivências passadas também).
Na interpretação mais moderna do segundo chakra, a lei da atração equipara a emoção à manifestação. O potencial do nosso segundo chakra portanto, é a evolução emocional que nos leva a maturidade e a manifestação de uma vida repleta de sentimentos positivos.

*Uma observação interessante a fazer antes de passarmos para o próximo chakra é a de que o desenvolvimento do Svadhishthana, depende diretamente do desenvolvimento do Muladhara - porque para desenvolvermos uma base emocional sólida, precisamos de boas raízes. Quem viveu em um ambiente familiar com pais abusivos (raiz=valores familiares) dificilmente vai se desenvolver emocionalmente de forma madura (mágoas, raiva=emoções imaturas, densas). 

Terceiro chakra: Manipura - chakra do plexo solar - cor: amarela - órgãos: sistema digestivo, pâncreas, fígado.


O chakra do plexo solar é o chakra dos instintos, relacionado a nossas reações primitivas de luta ou fuga - é o vórtice que também está ligado ao "agir de modo racional" quando em equilíbrio.
Cabe salientar que agir de modo racional não quer dizer se tornar uma pessoa fria e calculista, mas sim, ter autocontrole quanto às nossas emoções. Pois emoções imaturas, não racionalizadas, despertam instintos primitivos em nós e consequentemente nos conduzem a atitudes prejudiciais que visam tão somente a autopreservação. 
O desequilíbrio desse chakra manifesta doenças relacionadas ao sistema digestivo como: pancreatite, diverticulite, Doença de Cronh e síndrome do intestino irritável.
Quando vivemos ou crescemos em um ambiente tóxico e temos nossos mecanismos de luta ou fuga constantemente ativados, esse chakra se desequilibra facilmente - ou seja - para mantê-lo desobstruído, precisamos buscar ou criar um ambiente que seja favorável, mais tranquilo e pacífico. 
Uma vez que nossas decisões em geral se baseiam em nossos sentimentos, saber distinguir emoções maduras das imaturas nos proporcionará a autoconsciência necessária e uma presença de espírito que se manifestará na força de nossas intenções, essas intenções, lançadas ao Universo como um meteoro criam e manifestam nossos desejos mais sinceros.
Enfrentar o que  quer que se apresente na vida e manter-se inabalável, eis a energia associada ao Manipura em equilíbrio. Viver em plenitude e não mais em função da sobrevivência, eis o lema desse chakra.

*É importante observar que o desenvolvimento do Manipura, depende diretamente do Svadhishthana - porque para controlarmos nossos instintos primitivos, precisamos saber diferenciar nossas emoções: as maduras, das imaturas. Quem não se desenvolveu emocionalmente de forma madura, dificilmente vai saber controlar seus instintos primitivos diante das vicissitudes da vida, sentindo-se constantemente ameaçado e amedrontado, reagindo sempre no modo "luta ou fuga" e nunca de modo racional diante das circunstâncias.

Quarto chakra: Anahata - chakra cardíaco - cor: verde - órgãos: coração, timo.


O chakra cardíaco é o chakra que transcende o ego. Os três primeiro chakras estão respectivamente relacionados a nossas crenças, emoções e instintos, caracterizando questões relacionadas a mente humana, a materialidade. 
O Anahata é o vórtice da autoconsciência, da conexão com nosso Eu Superior e com o próximo, ou seja, da espiritualidade.
" A vida que criamos nos três primeiros chakras define se a nossa serpente interna está a nosso serviço ou se nós estamos a serviço dela."  Entenda-se serpente interna como energia interna, fogo interior ou kundalini. Ou seja, se nossa energia interior está completamente voltada à satisfação do ego, estamos mais materializados, mais densos energeticamente. Porém, quando começamos a trabalhar o charkra cardíaco, uma ponte entre os três primeiros chakras (ego) e os três últimos (espiritualidade) se forma - por isso seu símbolo é o Hexagrama, ou Estrela de Davi - uma ponta voltada para cima e outra para baixo. A partir daí estaremos mais conectados com nosso Eu Superior, dominaremos nossas tendências instintivas e a razão passará a reinar e dirigir nossas decisões, sutilizando nossa energia interior.
O desequilíbrio desse chakra pode desencadear problemas cardíacos, pulmonares e imunidade baixa (o timo é responsável pela produção de linfócitos T que atuam na defesa do organismo).
Desenvolver o Anahata nos reconecta com nossa Essência Divina, nosso Eu Verdadeiro que é luz. Nós coloca em contato com a Inteligência Cósmica e com as demais almas, também conectadas a essa teia divina. Dessa forma, nossa capacidade de manifestação com base em nossos anseios mais profundos e puros torna-se potencializada, tudo passa a fluir com mais alegria e facilidade no nosso dia-dia.
Desenvolva esse chakra através de exercícios de meditação e contemplação, e observe a magia acontecer em sua vida!

Quinto chakra: Vishuddha - chakra laríngeo - cor: azul turquesa - órgãos: garganta, boca, língua, sistema respiratório.


O chakra laríngeo é o chakra da comunicação, da expressão e da manifestação da verdade do nosso coração.
O Vishuddha em equilíbrio nos proporciona níveis mais elevados de discernimento, uma vez que dá voz aos desejos do coração - estes são frutos do desenvolvimento do chakra anterior, o cardíaco.
Percebe como os vórtices estão conectados? 
O quinto chakra refletirá quem nós somos, e portanto, o que nós atrairemos em função disso, ou seja, ele funciona de acordo com a lei da atração.
Se não estamos em contato com a verdade do nosso coração (nossos desejos mais profundos, relacionados ao propósito de vida que o Divino tem para nós) nos tornamos frustrados pois manifestamos uma realidade contrária a isso.
Para este compreender o funcionamento desse chakra a premissa: "Conhece-te a ti mesmo e conhecerá o Universo e os deuses" é fundamental. Quando não nos conhecemos o suficiente e cocriamos uma realidade de vida indesejada, passamos a incriminar os outros e o resultado disso é viver preso em um ciclo de culpabilizar as pessoas e circunstâncias externas pela vida que manifestamos.
O desequilíbrio desse vórtice pode manifestar-se fisicamente através de doenças da garganta (faringite, amidalite), problemas na tireóide, distúrbios na fala, nos dentes e na coluna cervical.

Sexto chakra: Ajna - chakra frontal - cor: azul índigo - órgãos:  olhos, seios nasais, ouvidos e glândula pituitária/hipófise.


O chakra frontal é o chakra da intuição. 
O Ajna em equilíbrio nos proporciona a oportunidade de recuperar nossa autoconfiança imergindo cada vez mais em nossa intuição - e ela se dirige a nós em mensagens crípticas.
Quando dominamos algo na vida, ou seja, quando adquirimos experiência em uma determinada área, adquirimos uma capacidade preditiva que está diretamente relacionada a esse vórtice. Essa intuição nos leva ao sucesso, porém, observando em nossas vidas momentos em que não alcançamos o sucesso, há necessidade de investigarmos a preexistência de um "acordo oculto".
"Acordos ocultos" estão relacionados a nossa incapacidade de distinguirmos nossas vivências passadas e perspectivas futuras, do caminho de outras pessoas  que exercem influência sobre nós - podendo ser ancestrais, familiares, amigos ou companheiros. Esses acordos bloqueiam nossa intuição e afastar-se de pessoas nocivas e de suas atitudes pode ser a maneira de realmente prosperar na vida.
O sexto chakra reúne todas nossas angústias que podem advir de acordos ocultos e, se desenvolvido, as transmutamos em propósitos de vida. Se tivermos coragem para lidar com as questões do sexto chakra, que envolvem dor, dificuldades e cura, essa coragem é recompensada: o que recebemos em retorno são as oportunidades muito além do que havíamos imaginado.
O desequilíbrio do ajna pode se manifestar fisicamente através de dores de cabeça, problemas da visão, insônia e falta de clareza.

Sétimo chakra: Sahasrara - chakra da coroa - cor: violeta ou neutro - órgãos: sistema nervoso e glândula pineal.



O chakra coronário se situa no topo da cabeça e está relacionado a nossa intimidade com o Divino. Através do seu desenvolvimento despertamos para o amor que o Universo tem para nos dar e isso se traduz em felicidade na nossa realidade exterior.
A incapacidade de se relacionar com o vórtice da coroa pode indicar falta de conexão e empatia pelos outros. A falta de conexão forma uma energia estagnada que quase sempre ocorre quando ressentimentos familiares pendentes se mantém ativos no sexto chakra, impedindo essa união com o Divino. Abrindo-nos à relação com o Universo, Deus, Deusa, Poder Superior (como você queira chamar) é que suavizamos quaisquer sentimentos desajustados.
O sétimo chakra portanto é o da iluminação, da unificação. Nas práticas originais com os chakras adotadas pelos monges, o único objetivo era unir-se e manter-se unido a Deus.
Os distúrbio físicos relacionados ao desequilíbrio de Sahasrara são: mal de Parkinson, mal de Alzheimer, paralisia, epilepsia, esclerose múltipla e câncer. Geralmente essas enfermidades levarão o portador a depender de terceiros para se cuidar.
De todos, esse é o vórtice mais transcendental. Desenvolvê-lo nos conduzirá a um estado de felicidade sustentável: que procede de uma verdadeira intenção de evoluir através dos nossos desafios humanos para o reino mais alto - uma verdadeira ascensão à consciência de Deus, vivendo o legado que viemos cumprir na Terra.
O que pode impedir a ascensão ao Sahasrara são os padrões repetitivos, pois, a evolução dos chakras está relacionada à integração de nossas experiências de vida - cada parte da nossa história faz parte do nosso "mapa". A medida que nos afastamos da ideia de que precisamos resolver nossas angústias, deixamos de transformá-las no combustível que se torna nosso propósito de vida - que é o verdadeiro poder de Sahasrara - nosso propósito de vida, ou seja nossa missão perante a sociedade, nos reconecta ao Divino em nós!

Finalizando: durante a jornada de leitura dessa obra, realizei sequências de 21 dias de meditação para alinhamento, limpeza e consequente desbloqueio de cada chakra (utilizando as pedras e cristais de cada um). 
A escritora ensina alguns métodos bem interessantes no livro, mas preferi fazer meditações guiadas pelo Youtube - e deu certo também.
Foi como percorrer uma estrada sinuosa, cheia de desafios. Mas o resultado final está sendo recompensador: quando entrei na minha própria "noite escura da alma" ou no verdadeiro legado energético que recebi e, a medida que não fui mais me ressentindo não só pela "herança energética" que recebi mas também pela que cocriei, esse foi o momento em que acendi a minha "tocha olímpica" pessoal.

"Ninguém se torna iluminado imaginando figuras de luz, mas sim tornando a escuridão consciente" - Carl Jung.

Durante esse processo tive catarses profundas, imensos desafios se manifestando em minha realidade material, como pro exemplo uma doença repentina misteriosa que me deixou em um quarto de isolamento no hospital. Mas tudo isso era o expurgo emocional, todo o lixo que foi empurrado para as profundezas do meu inconsciente durante anos, vindo a tona e finalmente sendo transmutado.
Essa trajetória não acaba por aqui, porque a evolução, a expansão de consciência nos faz querer buscar mais e mais o caminho da luz!

Boa leitura a todos!

Quebrando o hábito de ser você mesmo - Dr Joe Dispenza

  Será que é possível reconstruirmos nossas mentes e criarmos um novo eu?  Nessa resenha trago o ponto de vista do Dr Joe Dispenza, especial...